nome próprio

Iniciando a alfabetização através do nome próprio

Há muitas formas de se iniciar o trabalho de letramento e alfabetização de uma criança. Não existe um método perfeito, pois cada criança aprende de um modo. É aconselhável mesclar vários métodos para que todos aprendam. No entanto, trabalhar com o nome próprio é uma excelente forma de estimular o interesse da criança desde a Educação Infantil

Trago dicas de como trabalhar com o nome próprio sem pular etapas e forçar uma alfabetização precoce. Pode-se trabalhar com o nome desde os 3 anos, para a criança ir se apropriando de quem ela é. (Antes de sair jogando pedras e dizendo que não se alfabetiza na Educação Infantil, leia o texto até o fim)

Como iniciar o processo de letramento com o nome próprio:

Organização da sala:

  • Identificação do material: aproveite os espaços de por as mochilas, varal de atividades para por o nome da criança escrito, se possível juntamente com sua foto. Assim, desde o maternal a criança visualiza seu nome, aprende a reconhecê-lo entre os nomes dos colegas.
  • Crachás ou fichas: tenha em sala crachás ou fichas grandes com o nome das crianças escritos, juntamente com suas fotos. Essas fichas podem ser usadas no cartaz de chamada e também para as crianças serem incentivadas a copiarem seus nomes ao terminar uma atividade. A cópia do nome costuma ser mais adequada a partir da pré-escola.

nome próprio

 

Uma sala em que há vários lugares nos quais as crianças encontram seus nomes é essencial para estas criarem suas hipóteses de escrita. Pois antes mesmo de o professor esquematizar atividades com esse objetivo, a criança começa a perceber que há letras que se repetem em seu nome e nos nomes dos colegas. Elas percebem a sonoridade de letras e que a junção das mesmas devem seguir uma ordem certa para que todos a compreendam.

Dicas de como trabalhar o nome próprio em sala:

  • Na pré-escola inicie o trabalho chamando atenção para a letra inicial do nome da criança. Questionando na roda, ao mostrar a ficha do nome, quem mais inicia com a mesma letra. Ou se essa letra se repete em outros nomes.
  • Ao trazer uma atividade sobre um tema, por exemplo a aranha, questione quem na sala inicia com o mesmo som.
  • Trabalhe a letra inicial e depois toda a escrita do nome de diferentes formas. Use várias técnicas de pinturas e colagens para as crianças irem percebendo o “desenho” das letras dos seus nomes.
  • Use bastante materiais concretos para ajudar as crianças a escreverem seus nomes. Tentar escrever o nome ou a primeira letra com massinha de modelar, com palitos, com letrinhas móveis, com sementes…
  • Faça atividades em que a criança recebe parte do nome escrito e deve completar as letras que faltam. Ou atividades que devem colar as letrinhas do nome na ordem certa.
  • A partir de 5 anos, crie atividades que brinquem com os nomes. Como jogos de rimas, jogos em que a criança tem que buscar entre outras palavras uma que inicie igual seu nome. Trabalhe também a letra final.
  • Quando a criança já souber escrever seu nome, desafie-a a escrever sem o crachá. E aproveite para trabalhar também o nome de outros colegas e familiares, sempre de um modo lúdico.
  • No 1° ano trabalhe também o sobrenome. E use o nome da criança para criar jogos em que a criança escreva palavras que iniciem com cada letra do seu nome.
  • Trabalhe com as partes do nome (sílabas) fazendo brincadeiras palmadas e ritmadas. (Confira algumas brincadeiras aqui.)

Considerações finais:

Cada criança tem seu tempo, então fique atento ao que cada criança precisa. Algumas, mesmo mais novas, pedirão por mais desafios e irão avançar para outras hipóteses de escrita. Já outras crianças precisarão que o professor sente junto e as ajude.

Ao planejar suas atividades reflita o que sua turma precisa.

Espero que esse singelo texto tenha te dado mais confiança em trabalhar essa fase tão linda que é a alfabetização. Se desejar um material mais completo temos e-books e jogos criados especialmente para auxiliar professores em suas práticas pedagógicas, aqui.

Conte nos comentários suas experiências.

Abraços, Shana Conzatti.

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