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enfrentar o Bullying

Ajude seu filho a enfrentar o Bullying! – Texto para reunião de pais

Situações de Bullying infelizmente são comuns na infância e adolescência, os pais e professores devem estar sempre atentos para poderem ajudar suas crianças a enfrentarem o bullying.

O ideal é fazer práticas coletivas ao combate ao bullying (confira dicas aqui), mas trago algumas dicas para ajudar individualmente as crianças.

O que é Bullying?

“é um anglicismo (expressão da língua inglesa) utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. (Wikipédia)

Ou seja para ser Bullying deve ser uma provocação constante realizada por uma pessoa ou grupo mais “forte” que sua vítima. A vítima além de ser humilhada física e/ou psicologicamente, sente-se sem saída. A vítima não consegue se defender por ser mais fraca fisicamente ou por não saber responder as ofensas.

O principal aspecto para os pais ou professores reconhecerem o bullying é observarem com atenção os comportamentos das crianças a sua volta. Converse sem julgamento sobre a escola e seus amigos para saber como as coisas estão.

Minha criança sofre bullying, como ajudá-la?

Crianças que sofrem bullying mudam seu comportamento: ficam mais retraídas, com medo, sem vontade de irem a escola, ás vezes até agressivas com os pais e irmãos mais novos como uma forma de “se vingarem” do que acontece com elas. É comum que as crianças que são “escolhidas” como vítimas são aquelas com pouca autoestima, tímidas e com poucos amigos.

Para ajudar a criança enfrentar o bullying:

  • Ouça-a com atenção, para poder identificar se algo está acontecendo. A maioria das crianças que sofrem bullying sente-se envergonhadas e não contam o ocorrido aos adultos.
  • Fortaleça a auto-estima da criança, mostre coisas que ela sabe fazer. E sempre mostre que o culpado pelo o que está acontecendo não é dela. Que é o agressor não está correto em seus atos.
  • Dê apoio emocional para a criança. Mostre que você irá ajudá-la a se livrar do ocorrido. (Pode-se conversar com direção e professores para combinarem uma ação em conjunto).
  • Ensine a criança a se defender: Ensine a ignorar ofensas verbais, pois os agressores só se divertem se perceberem que suas ofensas afetaram o outro. Oriente a evitar situações que fique sozinha com o agressor. E em alguns casos matricule a criança em aulas de artes marciais. Isso lhe dará auto-estima e confiança e provavelmente ela nem precisará “revidar”. Só saber que pode já faz a criança mudar seu comportamento, mostrando melhor confiança e amedrontando o agressor.
  • Ajude seus filhos a fortalecerem laços de amizade. Se seu filho tiver um grupinho de amigos, mesmo que pequeno, será mais difícil dele se tornar uma vítima. Além de que amizades são importantes apoios para momentos difíceis. Ajude a criança a identificar entre os colegas aqueles parecidos com elas, quem tem maior potencial em se tornar seus amigos e proponha atividades (noite do pijama, jogos de videogame, passeios em praças…) para ajudar a criança a fortalecer os laços de amizades com esses colegas.
  • Mostre ao seu filho que ele não precisa agradar a todos. E que ele não deve aceitar fazer “coisas” para que os outros o aceitem. Que aquele valentão não merece ter a amizade de seu filho. Quando a criança percebe que o agressor não é tão especial assim, ela começa a se importar menos.
  • E procure ajuda de um especialista se for preciso.
  • Em alguns caso, mudar a criança de escola também pode ajudar. Mas só quando a confiança e auto-estima já estejam fortalecidas, para a criança não se tornar novamente uma vítima na nova escola.

Minha criança é o agressor, o que fazer?

É comum que a criança que agride a faz para impressionar os outros ou como uma tentativa de “descontar” sua frustração. Ao identificar a criança como agressora, você pode:

  • Mostrar de modo firme, mas carinhoso, que aquele comportamento não é aceito. Que aquele comportamento machuca os outros.
  • Trabalhar muito o conceito de empatia: por-se no lugar dos outros.
  • Avisar que não irá deixar que as agressões se repitam, intervindo com conversas e/ou sanções.
  • Mostrar como você está decepcionado com aquele comportamento, mas como se orgulhará de novos comportamentos.
  • Incentivar modos saudáveis de amizades. Propor momentos em que a criança perceba que é mais divertido colaborar com os colegas e ajudar do que provocar.
  • Ensinar modos saudáveis de resolução de conflitos, sem agressão ou humilhação.
  • Procurar ajuda de um especialista para elaborar novas estratégias.

Essas são apenas algumas dicas para ajudá-los a lidar com o bullying de modo mais individual. Sempre procure ajuda de um especialista para uma melhor orientação. E o mais importante, NÃO feche os olhos para os acontecimentos. Pois Bullying não é brincadeira, e tanto a vítima quando o agressor estão em sofrimento e precisam de ajuda.

Abraços, Shana Conzatti.

 

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